quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Na praia

De Ian McEwan

O livro é ótimo de ler. Envolvente, dinâmico, inteligente. O escritor tem uma sacada, realmente. Mas... provavelmente por "ossos do ofício" achei-o excessivavemente - o que nós historiadores chamamos de - teleológico. A sacada se fundamenta na ironia do destino de um casal inglês "vítima da moral repressiva herdada da era vitoriana"* pouco antes (1962) da revolução sexual e de costumes. Acho que está aí a fragilidade da narrativa. Pra mim, falta sutileza e a dimensão de que é um processo. Fica um pouco artificial... Outra coisa, é que o texto consegue construir de um jeito muito sensível a relação da protagonista Florence com o sexo. A descrição do que ela sente, as palavras utilizadas - que são extremamente recorrentes quando o assunto é sexo - e que são muito agressivas - invasivas mesmo - é genial. Penso que no final, Edward - o homem - acaba se tornando quase o único foco e isso é uma perda no equilíbrio na descrição das personalidades, sentimentos e narrativas das experiências do casal.


*comentário na contracapa do livro

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O sol nasce para todos

Lembrou-me o livro que deu origem ao título deste blog. Narrativa de uma história que se passou durante a infância, visivelmente carregada de referências autobiográficas. A construção das personagens é muito, muito bem realizada. A leitura vai trazendo a intimidade e o fim dela dá uma baita saudades daquelas pessoas tão próximas e especiais que habitaram sua vida durante aquelas duas semanas. Claro que eu queria ser a própria Scout, mas Boo Radley e Atticus são muito especiais. Eu gosto dessas pessoas admiráveis, gosto de ter em que me mirar.

Obrigada, Júlia.

Pessoas sem filhos

Marido chega pra esposa e pergunta onde está a filha mais velha. Ela faz discretamente um sinal pra não tocar no assunto. A amiga (a tal sem filhos) diz em alto e bom som:
- Ela está no PARQUINHO!!! E ainda completa...
- Foi isso que ele perguntou?!?
A mãe, esperando o desfecho, responde:
- Sim... foi sim.
5 segundos depois, a filha mais nova:
- Mãe, eu quero ir ao parquinho!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Onipotência... impotência

potência

Dia das mães

Banal, muito banal... briga com filho por não querer comer na casa dos outros... fico muito brava, saio completamente do sério, fico envergonhada, enfim, um horror...
Volta para a casa é terrível, vontade de sumir, ímpeto de desisir da brincadeira.
Choro, raiva, vergonha, dor, angústia. Não sou vítima. Não quero piedade. Continua doendo.
Ressaca, tristeza, culpa. Ouvi por aí que a culpa nasce com a maternidade. Pra mim, não é como p/ o Drummond, eu não tenho todo o sentimento do mundo, tenho as duas mãos e toda a culpa. Que pesa muito.
Parece que a gente vai morrer, mas o pior (agora) é que a gente não morre não. Continua aqui sentido tudinho. Até a última gota.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Orgulho e preconceito

A franqueza da Elizabeth...
A falta de cavalheirismo do Darcy.

Um apanhador no campo de centeio

Li depois da morte do Salinger.
Gostaria muito de ter lido antes dos 20 anos. Mas é claro que o livro é bom o suficiente pra ser lido aos 30.
Universo masculino jovem americano: é foda!!!! Achei que a questão gênero é super forte, a masculinidade e tal...

Não sabia da tal história do assassino do Jonh Lennon...

Holden Caulfield me parece tão íntimo...

Dois irmãos

Humano, demasiado humano.
Medo das merdas que uma mãe é capaz de fazer.
Nomes árabes muuuito bonitos (ai como eu sou puxa saco).
Mistura de árabes com Amazônia: visceral

Senhoria

Depois de ler Crime e Castigo, não toca muito não...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eu estou jogando a bolinha pra cima várias vezes pra me familiarizar com o movimento... e aí, sacar!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dúnia e Razumíkhin

Gosto dos personagens dostoivskianos. São fortes, cheios de personalidade, complexos... Em Cr!me & C@stigo, admiro o casal Dúnia e Razumíkhin. Gosto dela especialmente. Ele ocupa mais espaço no romance, é fisicamente grande e de personailidade expansiva, empresta vida ao Raskólnikov tão taciturno e ensimesmado. Ela, pontual e essencial para a trama. Inteligente e realista, sem se deixar envolver pela melancolia como o irmão. Gostaria de acompanhar mais de perto o nascimento do amor entre eles... Sonia ainda é, pra mim, enigmática e triste. A miséria no seu limite torna o ser humano muitomuito triste, mesmo quando não perde as esperanças. Acho que é um caso do estranho amor à vida. Piotr Pietróvitch conse gue ser um dos seres mais repugnantes que já conheci e já com o bonachão Svidrigáilov simpatizo deveras por sua tão escarecedora exposição acerca do recurso à lisonja.

domingo, 31 de janeiro de 2010

30 anos

Se alguém me der o famoso livro do Balzac vou achar ótimo...