Em São Paulo são conhecidas como "bolachas", no Rio de Janeiro são "biscoitos". Não importa. O caso é que as crianças geralmente gostam e quando alguma tem um pacote deixa as demais com vontade.
A nossa menina sempre tinha as suas bolachas e deixava os primos com as lombrigas ouriçadas. Certa vez, seu tio decidiu fazer uma viagem com a sobrinhada; mas, para ela, impôs uma condição: dividir as tais bolachas com todos os primos!!!
Ela não quis de jeito nenhum. Prefiria não viajar...
Resultado. Não dividiu nada, mas acabou indo mesmo assim.
sábado, 29 de setembro de 2007
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Dolores Gutierrez
Minha bisavó tinha um nome muito forte, que eu acho muito bonito: Dolores Gutierrez. Não preciso dizer que era uma espanhola geniosa. Eu cheguei a conhecê-la, mas não me lembro... Dela, herdei um lindo casaco de lã.
Lembro-me, contudo, de algumas coisas sobre ela que a minha mãe conta. Algo que minha mãe contou quando eu ainda era criança e que me impressionou muito foi que quando minha mãe tinha por volta de 7 ou 8 anos tinha que levar a Vó Dolores à missa, pra conversar com as amigas e à venda. Isso, pois a Vó era muito míope e não conseguia andar sozinha pela rua. Precisava de uma acompanhante. Minha mãe era escalada para a função que não lhe trazia muita felicidade... já que não gostava muito de missa; a Vó conversava em espanhol com as amigas e ela tinha que ficar quietinha esperando sem entender nada; e, na venda, embora não enxergasse bem, a Dona Dolores sempre percebia e não deixava quando minha mãe tentava incluir um doce na compra...
Lembro-me, contudo, de algumas coisas sobre ela que a minha mãe conta. Algo que minha mãe contou quando eu ainda era criança e que me impressionou muito foi que quando minha mãe tinha por volta de 7 ou 8 anos tinha que levar a Vó Dolores à missa, pra conversar com as amigas e à venda. Isso, pois a Vó era muito míope e não conseguia andar sozinha pela rua. Precisava de uma acompanhante. Minha mãe era escalada para a função que não lhe trazia muita felicidade... já que não gostava muito de missa; a Vó conversava em espanhol com as amigas e ela tinha que ficar quietinha esperando sem entender nada; e, na venda, embora não enxergasse bem, a Dona Dolores sempre percebia e não deixava quando minha mãe tentava incluir um doce na compra...
domingo, 16 de setembro de 2007
Eu me perco quando estou quase chegando
Ontem fui visitar um museu com a turma de uma disciplina da faculdade. Quando estava quase chegando, entrei numa rua que não devia e dei uma grande volta até chegar. Fiquei pnsando e acho que sou assim na vida também... faço planos, começo a realizá-los, mas quando estou próxima de chegar faço um grande contorno, me envolvo com as partes vizinhas. Vou conhecer as redondezas, suas curiosidades. Fico borboleteando. Até que num certo momento resolvo - ou a vida resolve por mim - que é preciso concluir o que foi começado.PS. Eu acho bonito quando as gotas de chuva se juntam no vidro do carro.
sábado, 4 de agosto de 2007
Casamento arranjado
يرتّب زواج
Moça da comunidade síria, com mais de vinte anos, na década de 1930, ainda solteira.
Andando pela cidade avista uma criança que havia caído. Vai até ela e a ajuda, era também da colônia. O pai da criança - dono de uma lojinha - fica muito agradecido e promete arranjar-lhe marido para retribuir... Ela nem leva muito em conta (pelo menos é assim que conta...).
Num daqueles mesmos dias, ao andar pela rua, percebe que um moço está observando-a. Fica intrigada e um pouco interessada (mas isso ela não conta...). Comenta com a sua mãe em árabe... O tal moço era sírio e entendeu tudo. Tratava-se do tal pretende "arranjado" pelo patrício.
Dias depois o casamento é acertado entre a mãe do moça e pai do moço. Casam-se logo depois. A festa é na própria casa do noivo. Ganharam cinco fruteiras - todas iguais...
Moça da comunidade síria, com mais de vinte anos, na década de 1930, ainda solteira.
Andando pela cidade avista uma criança que havia caído. Vai até ela e a ajuda, era também da colônia. O pai da criança - dono de uma lojinha - fica muito agradecido e promete arranjar-lhe marido para retribuir... Ela nem leva muito em conta (pelo menos é assim que conta...).
Num daqueles mesmos dias, ao andar pela rua, percebe que um moço está observando-a. Fica intrigada e um pouco interessada (mas isso ela não conta...). Comenta com a sua mãe em árabe... O tal moço era sírio e entendeu tudo. Tratava-se do tal pretende "arranjado" pelo patrício.
Dias depois o casamento é acertado entre a mãe do moça e pai do moço. Casam-se logo depois. A festa é na própria casa do noivo. Ganharam cinco fruteiras - todas iguais...
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Flores da D. Josefina
Uma casa de interior - no meio de São Paulo - com um jardim cheio de lindas flores.
Todos os dias, D. Josefina limpa, apara as rosas, as azaléias, varre o caminho...
Chego com o bebê no carrinho e ela se enche de alegria. Ri, conversa, fica toda feliz. Pergunta a cor dos olhos dele, pois já não enxerga mais... E diz toda tristonha:
- Todo mundo fala que as minhas rosas estão lindas, mas eu não vejo...
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