terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O casaco da Vó Dolores
Uma das minhas relíquias de família é um casaco preto (quase um sobretudo) de lã. Era de uma das minhas bisavós maternas. Tornei-me a herdeira por ter um biotipo parecido com o dela. Ganhei ainda na adolescêcncia. Sempre me chamou a atenção que o tal casaco limita movimentos . O corte do ombro é estreito e não consigo abrir muito os braços. Transformo-me numa senhora recatada quando estou com ele. Fico pensado nas tantas outras situações em que a minha bisavó usava "casacos" como esse... e em quais lhe era permitido não usá-los.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Cinema na cidade do interior
Agora que voltei a ser uma interiorana - como se algum dia tivesse deixado de ser - freqüento os seletos espaços culturais da cidade (o que eu pouco conseguia fazer na metrópole).
Vejo um filme no qual uma das grandes conquistas de um dos protagonistas é aprender a andar de bicicleta.
Na hora de ir embora, metade dos espectadores estão pegando as suas no bicicletário para ir para casa...
Vejo um filme no qual uma das grandes conquistas de um dos protagonistas é aprender a andar de bicicleta.
Na hora de ir embora, metade dos espectadores estão pegando as suas no bicicletário para ir para casa...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
história do parto

Mais de um ano depois, resolvi postar aqui o meu relato do nascimento do meu primeiro filho...
Oi, amigas. Pra quem ainda não sabe, o J. nasceu. Hoje (23/02/2007) está fazendo 10 dias. É um menino tranquilo que mama e dorme bastante. Só está preferindo dormir mais durante o dia do que a noite, mas acho que aos poucos isso vai mudando (espero...).
Bem, ele nasceu no dia 13/02 às 13h38min, pesando 3250kg e medindo 49,5 cm. Tem as mãos e os pés grandes e braços e pernas compridos. O pai acha que parece comigo. Com ele não parece muito mesmo (pra sua tristeza). Tem o nariz batatinha como o L. diz.
É um cachorro de aquário. Depois quero informações sobre esta combinação, viu T.
Minha mãe ficou aqui na 1ª semana. Nesta semana, minha sogra veio ajudar ontem e hoje. Por enquanto, todas as visitas foram de familiares.
Bem, não sei se todas sabem, mas o parto foi na Casa do Parto de Sapopemba. É um lugar no qual só se faz parto natural (normal sem analgesia) sem médico, há enfermeiras obstetrizes. (Você ia adorar, E.!!!). As contrações e dilatações são estimuladas com duchas, caminhadas, massagens, sentando-se num banquinho no formato de uma meia lua e numa bola gigante. Há uma banheira, mas não estava funcionando no dia 13 (infelizmente).
Sobre o parto: na segunda à noite, as dores, que eu já vinha sentindo, aumentaram e as contrações começaram a ficar mais próximas umas das outras e acompanhadas de dores. Fui marcando e percebi que já estava com contrações de 5 em 5 minutos por volta das 21h quando o L. chegou do trabalho. Jantamos e o L. foi arrumar algumas coisas do J. (o bebê), enquanto eu tomava uma ducha e caminhava pra lá e pra cá. Saímos de casa às 3 e pouco e chegamos na casa do parto às 4h. Eu fui examinada e estava com 5 para 6 cm de dilatação, ou seja, já estava em franco trabalho de parto... Durante as primeiras horas, o L. e eu ficamos praticamente sozinhos durante todo o tempo. A enfermeira e a auxiliar vinham de tempos em tempos para ouvir os batimentos e diziam pra tomar ducha ou ficar na bola ou no banquinho. O trabalho de parto foi evoluindo, a dilatação aumentando até que por volta das 9h30min a enfermeira me examinou e viu que estava com 8 cm, nessa hora ela rompeu a bolsa. Depois disso, as contrações passaram a vir com dores muito mais intensas. Nessa hora, confesso que deixei de ser um ser humano por um tempo, eu fiquei bem desesperada e ficava ainda mais quando ela dizia que tinha que fazer força na hora da dor. Isso pois fazer força aumentava muito a dor. Eu fiquei meio desesperada por quase uma hora, quando a enfermeira começou a fazer massagens enquanto eu ficava sentada na tal bola gigante fazendo força na hora da dor, fui conseguindo ficar mais tranquila e a dilatação foi aumentando e o J. descendo... No finalzinho fiquei um pouco na tal bola tomando uma ducha nas costas, depois fiquei um tempo no banquinho em forma de meia lua, mas não conseguia apoiar direito pra fazer força e ele acabou nascendo na cama às 13h38min. Não foi rápido, mas nada foi induzido ou forçado com ocitocina...
O L. ficou comigo durante todo o tempo... Logo que o J. nasceu ficou comigo, chupou o peito um pouquinho, mas não chegou a sugar. Depois ele foi pro berço aquecido (o L. ficou junto com ele) e aí limparam e mediram...
Bem, essas são as notícias gerais. Quem quiser saber mais pode perguntar por e-mail que eu respondo quando der. Quem quiser visitar, liga aqui que eu prometo ser sincera se é uma boa hora pra visitas... o pedágio e lavar uma loucinha (hahaha)
Eu sei que é vergonhoso, mas o quarto ainda não está pronto. Coisas de pais enrolados (pode ficar indignada, S. ... mas eu já comecei o livro do bebê...).
Beijo pra todas. F.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Da pequena A.
Inteligente e espirituosa, a pequena A. tem um pai que adora dar sermão. Teve uma vez que estava comendo uma fruta e a deixou cair no chão. Já sabia que o seu pai não ia querer que ela comesse a fruta suja e a pegou rapidamente na esperança de que ele não visse... mas não deu tempo, o pai - que é biólogo - inciou uma longa explicação científica dizendo que no chão há bichinhos que destróem a flora intestinal que tem dentro da barriguinha, e fez um desenho para ilustrar com os bichinhos como monstrinhos e a flora intestinal como lindas florzinhas... e perguntou:
_ O que você prefere os bichinos (horrorosos!!!) ou as florzinhas (tão lindinhas...)?
Ao que a pequenina com apenas três anos respondeu:
_ Os monstrinhos!!!!!!
É claro...
_ O que você prefere os bichinos (horrorosos!!!) ou as florzinhas (tão lindinhas...)?
Ao que a pequenina com apenas três anos respondeu:
_ Os monstrinhos!!!!!!
É claro...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Maldade de menina
Eu tinha por volta de 10 ou 11 anos. Quase todos os dias brincava na rua após a escola nos fins de tarde. Havia uma criançada na rua, naquela época. Miha Vó morava quatro casas para cima e eu tinha uma tia, apenas três anos mais velha, que era um verdadeiro terror na minha vida. Abusava de mim ao extremo. Fazia com eu fizesse os favores mais esdrúxulos. Isso sem contar as vezes que me deixava encabulada perante os outros amigos...
Mas, certo dia, fui à forra. Por ser da família, fiquei sabendo que ela estava com piolhos. Ela tinha uma facilidade incrível para pegar piolho... Contei pra todo mundo e ficávamos todos rindo enquanto ela se matava de tanto coçar a cabeça.
Quando ela descobriu, quis me matar. Eu já estava me preparando pra maior surra da minha vida, mas escapei. Fiquei muito gripada. Virou até principio de pneumonia... e ela deixou passar.
Será que a doença foi castigo?
Mas, certo dia, fui à forra. Por ser da família, fiquei sabendo que ela estava com piolhos. Ela tinha uma facilidade incrível para pegar piolho... Contei pra todo mundo e ficávamos todos rindo enquanto ela se matava de tanto coçar a cabeça.
Quando ela descobriu, quis me matar. Eu já estava me preparando pra maior surra da minha vida, mas escapei. Fiquei muito gripada. Virou até principio de pneumonia... e ela deixou passar.
Será que a doença foi castigo?
domingo, 6 de janeiro de 2008
Mais uma da D. Josefina...
Uma velhina tem alguns filhos, vários netos e bisnetos...
Minha vizinha tem um neto que estava estudando para ser padre. Foi mandado para o Rio Grande do Sul com uma incumbência religiosa.
Mas, conheceu bela morena que no Rio Grande não deixou. Ficou por lá e se casou.
Quando sua avó foi visitá-lo, perguntou:
- Ué!! Cadê a batina?
E ele respondeu rindo e apontando para o berço:
- Aqui, Vó...
Minha vizinha tem um neto que estava estudando para ser padre. Foi mandado para o Rio Grande do Sul com uma incumbência religiosa.
Mas, conheceu bela morena que no Rio Grande não deixou. Ficou por lá e se casou.
Quando sua avó foi visitá-lo, perguntou:
- Ué!! Cadê a batina?
E ele respondeu rindo e apontando para o berço:
- Aqui, Vó...
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