sábado, 4 de agosto de 2007

Casamento arranjado

يرتّب زواج
Moça da comunidade síria, com mais de vinte anos, na década de 1930, ainda solteira.
Andando pela cidade avista uma criança que havia caído. Vai até ela e a ajuda, era também da colônia. O pai da criança - dono de uma lojinha - fica muito agradecido e promete arranjar-lhe marido para retribuir... Ela nem leva muito em conta (pelo menos é assim que conta...).
Num daqueles mesmos dias, ao andar pela rua, percebe que um moço está observando-a. Fica intrigada e um pouco interessada (mas isso ela não conta...). Comenta com a sua mãe em árabe... O tal moço era sírio e entendeu tudo. Tratava-se do tal pretende "arranjado" pelo patrício.
Dias depois o casamento é acertado entre a mãe do moça e pai do moço. Casam-se logo depois. A festa é na própria casa do noivo. Ganharam cinco fruteiras - todas iguais...

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Flores da D. Josefina
















Uma casa de interior - no meio de São Paulo - com um jardim cheio de lindas flores.
Todos os dias, D. Josefina limpa, apara as rosas, as azaléias, varre o caminho...
Chego com o bebê no carrinho e ela se enche de alegria. Ri, conversa, fica toda feliz. Pergunta a cor dos olhos dele, pois já não enxerga mais... E diz toda tristonha:
- Todo mundo fala que as minhas rosas estão lindas, mas eu não vejo...