quarta-feira, 23 de março de 2011

Acho que vou deitar no sofá e assistir sessão da tarde...

Faltando 2 dias para completar 36 semanas de gravidez, a minha viagem para SP hoje à tarde para reunião do grupo de estudos pois a carona não vai poder devido a compromissos de trabalho. O filho mais velho dá um show para almoçar e a mãe - isto é, eu - dá um show maior ainda e fica aqui sem conseguir sair do lugar se sentindo culpada, a mais culada do universo. Tenho uma dissertação para escrever, armários para organizar, louça para lavar, roupa para pendurar e nenhum ânimo para me levantar. Daí li um texto da Carrrie, maravilhoso , que me lembrou uma grande amizade com um primo na minha infância e chorei, chorei e chorei... e vim pra cá escrever. Vamos ver se melhora, né. Eu sempre me sinto devendo, e o mais louco é que acho que não tenho o direito de ficar mal pois toda a humanidade sofre e os meus problemas tão pequenininhos... mas, enfim, eu acho que não li tudo o que deveria, que não pesquisei em todas as fontes, que não consegui perceber tudo que era possível, que meus textos não ficam bons, que sou desorganizada, que não consegui sistematizar as informações, que não me apropriei do referencial teórico, que não conheço suficientemente os estudos produzidos com temáticas que se aproximam - isso, escrituristicamente falando. Oralmente, a coisa piora, eu fico sempre muito constrangida, não consigo elaborar os argumentos para expor, se consigo, no meio da fala, me confundo toda, deixo de falar muita coisa pois tenho receio de ficar nervosa e acabar me alterando, e se alguém fala alguma coisa que eu pensei, fico com raiva de não ter dito antes. Eu me irrito muito com tudo, com as pessoas, comigo... fico criticamente observando como as mães da outras crianças agem, faço o mesmo comigo. Me sinto sempre como uma cachorrinha correndo atrás da roda de um carro que nunca pára.